O que se observa e em que condições
O subtom é a componente estável da cor da pele, a que permanece por baixo do bronzeado e do rubor. Observa-se nas zonas menos expostas, com luz natural difusa e sem maquilhagem, e lê-se melhor por comparação do que em absoluto: dois tecidos, um frio e um quente, encostados ao rosto, dizem mais do que qualquer descrição de memória.
O que torna esta leitura pouco fiável é a iluminação. A luz quente de muitos postos desloca a perceção para o dourado e torna quase impossível distinguir um subtom neutro de um quente. Se a avaliação não puder ser feita junto a uma janela, tem de ser declarada como orientativa.
O subtom orienta, não obriga. Uma cliente com subtom frio pode usar um loiro quente: o resultado exigirá um reflexo de correção e uma manutenção mais atenta, porque o contraste com a pele será mais evidente. É uma informação a dar antes, quando a cliente ainda pode decidir se esse trabalho extra lhe interessa.
Quanto as condições mudam o resultado da observação
O gráfico é qualitativo e indica quanto cada condição torna fiável a avaliação do subtom no salão.
Do subtom aos reflexos
A tabela traduz a leitura em indicações operacionais sobre os reflexos, com o aviso de manutenção que cada combinação implica.
| Subtom | Reflexos coerentes | Se se for na direção oposta |
|---|---|---|
| Frio | Cinza, pérola, bege neutro | É preciso corrigir o reflexo quente em cada retoque |
| Quente | Dourado, mel, acobreado | Os frios tendem a apagar-se: matizações mais frequentes |
| Neutro | Ampla liberdade, beges e naturais | Poucas contraindicações, escolha guiada pelo estilo |
| Azeitonado | Bege e cinza, evitando dourados intensos | Os quentes acentuam a componente verde da pele |
Ler o subtom
Procure luz natural
Junto a uma janela, não sob a luz do posto.
Compare duas referências
Um tecido frio e um quente encostados ao rosto.
Traduza em reflexos
Que direções serão coerentes e quais exigem correção.
Quantifique a manutenção
De quantas em quantas semanas é preciso matizar.
Como usá-lo na consultoria de cor
- Avalie junto a uma janela, não sob a luz do posto.
- Use a comparação entre duas referências, não a descrição de memória.
- Se a cliente quiser a direção oposta, quantifique a manutenção extra.
O valor desta leitura na consultoria não é excluir cores, é explicar porque um resultado exigirá mais ou menos trabalho. Uma cliente que sabe que aquele loiro pede uma matização de seis em seis semanas em vez de doze pode decidir de forma informada, e não voltará para se queixar do viragem.
No plano comercial é também o momento em que o orçamento deixa de ser um valor e passa a ser um percurso. O custo da manutenção, declarado junto com a proposta, torna compreensível a diferença de preço entre duas direções que à cliente pareciam equivalentes.
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Perguntas frequentes
O subtom muda com o bronzeado?
Não. Muda a cor superficial da pele, não o subtom, que se mantém estável. É por isso que se observa nas zonas menos expostas.
Pode ler-se o subtom numa fotografia?
Só de forma orientativa, e apenas com luz natural e equilíbrio de brancos correto. A verificação ao vivo continua a ser necessária antes de uma decisão de cor.
Um subtom frio exclui as cores quentes?
Não. Exige reflexos de correção e uma manutenção mais frequente, que devem ser declarados antes como parte do percurso.