O que uma aplicação vê e o que não vê
Uma aplicação trabalha sobre os píxeis de uma fotografia: substitui a cor do cabelo pela escolhida, com resultados hoje muitas vezes convincentes. É útil em casa, no momento em que uma pessoa ainda está a perceber do que gosta, e permite descartar depressa muitas direções.
O que não consegue ver é o cabelo: quantas colorações sofreu, quão poroso está, como reage ao clareamento. São as informações que determinam se aquela cor é alcançável, em quantas sessões e com que risco. Nenhuma aplicação tem acesso a estes dados.
O resultado é uma cliente que chega ao salão com uma imagem e uma expectativa construída sem restrições. Tratá-la como um problema é o erro: aquela imagem é informação valiosa sobre o que a cliente quer, e o trabalho do salão é ligá-la à realidade do cabelo dela.
As alavancas a cobrir na pesquisa
O gráfico é um modelo qualitativo: ajuda a visualizar onde se situa o tema face a gestão, consultoria, venda e diferenciação.
Dois momentos do mesmo percurso
A tabela distingue o papel de cada um e o que acontece quando se usa apenas o primeiro.
| Aspeto | Aplicação de consumo | Consultoria no salão |
|---|---|---|
| Onde acontece | Em casa, a qualquer momento | No posto, com o cabelo à frente |
| O que considera | A imagem | Base, porosidade, histórico técnico |
| O que produz | Uma direção a explorar | Um percurso com etapas e custos |
| Risco se usada sozinha | Expectativa sem restrições | Nenhum |
Gerir quem chega com uma imagem
Peça para a ver
Diz o que quer melhor do que mil palavras.
Leia do que ela gosta
Luminosidade ou direção do reflexo.
Declare a distância
A partir da base dela, em número de sessões.
Proponha a etapa
Não contradiga a imagem, situe-a.
Como geri-la no salão
- Peça para ver a imagem: diz o que a cliente quer melhor do que mil palavras.
- Explique a distância entre essa imagem e a base dela, com um número de sessões.
- Não contradiga a imagem: use-a como ponto de partida.
Pedir para ver a imagem, em vez de a ignorar, muda o tom da consultoria. A cliente sente-se levada a sério e o profissional obtém em poucos segundos uma informação precisa sobre a luminosidade e o reflexo pretendidos, que por palavras exigiria muito mais tempo.
A frase que funciona não nega a imagem, situa-a: «este é o ponto de chegada, na sua base chegamos lá em duas etapas, a primeira leva-a até aqui». A cliente mantém o objetivo e ganha o percurso.
Quando a consultoria se torna o verdadeiro gargalo
Saloria transforma a ideia de prova de cor em consultoria profissional: análise, plano do look escrito e protocolo. O produto funciona em um tablet próximo ao cliente: análise facial, plano de look e protocolo técnico.
Perguntas frequentes
As aplicações para experimentar a cor são fiáveis?
Mostram bem uma direção. Não conhecem a base nem o histórico técnico do cabelo, por isso não dizem se aquela cor é realizável.
Como gerir uma cliente que chega com uma imagem de aplicação?
Pedindo para a ver e usando-a como ponto de partida, e depois declarando a distância face à base dela em número de sessões.
Convém usar uma no salão?
Um plano do look em consultoria faz sentido se for comentada por quem vai executar o serviço e estiver ligada a um plano: é o comentário técnico que faz a diferença, não a imagem.