Rapidez e consentimento real
O gesto típico é a fotografia no fim do corte, tirada em poucos segundos e publicada nessa mesma noite. O problema não é a fotografia: é que nesse contexto o consentimento é pedido oralmente, num momento em que dizer que não é socialmente incómodo, e não fica rasto.
É preciso uma forma rápida mas verificável: um pedido claro sobre que utilização, com a possibilidade de recusar sem constrangimento e um registo de quem consentiu. Poucos segundos a mais que evitam a situação em que um cliente pede a remoção meses depois.
A revogação tem de ser gerida: um cliente pode mudar de ideias, e o seu pedido deve encontrar alguém que saiba onde estão as imagens e como as remover de todos os canais onde foram publicadas.
O que torna válido um consentimento pedido à pressa
O gráfico é qualitativo e indica quanto cada elemento torna o consentimento efetivamente utilizável.
Como pedir o consentimento
Peça a utilização, não o gesto
«Posso publicá-la nos nossos canais?»
Torne o não fácil
Uma recusa deve ser normal.
Registe quem consentiu
Nem que seja uma linha na ficha.
Prepare o procedimento de remoção
Quem o gere e onde estão as imagens.
No posto
- Peça explicitamente para que utilização, não só se pode fotografar.
- Registe quem consentiu, nem que seja numa linha da ficha.
- Defina quem gere os pedidos de remoção.
A diferença entre «posso tirar uma fotografia» e «posso publicá-la nos nossos canais» é substancial: o primeiro pede o gesto, o segundo a utilização, e é a utilização que o cliente está efetivamente a autorizar.
Ter uma pessoa de referência para as remoções evita a situação mais desagradável: um pedido que anda de colega em colega enquanto a imagem continua online, transformando uma questão simples num problema de reputação.
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