Escrito para quem vai executar, não para o arquivo
O critério de escrita é um só: uma colega que não assistiu à consultoria tem de conseguir executar lendo o documento. Se para perceber for preciso perguntar algo a quem o escreveu, o protocolo falhou o seu objetivo, por mais completo que seja.
No balayage as informações que servem mesmo são poucas e precisas: seccionamento, altura de arranque dos clareamentos, espessura das madeixas, produto e volume, tempo de pose, matização prevista, e o que fazer se a base não subir como previsto. O resto é documentação.
O último campo é o que distingue um protocolo útil de uma lista. Declarar à partida o plano alternativo — onde parar, o que não forçar, quando adiar para a sessão seguinte — evita que a decisão seja tomada sob pressão com o produto já aplicado.
As alavancas a cobrir na pesquisa
O gráfico é um modelo qualitativo: ajuda a visualizar onde se situa o tema face a gestão, consultoria, venda e diferenciação.
O que incluir e o que não
A tabela distingue os campos que servem à execução dos que alongam o documento sem acrescentar nada.
| Campo | Serve | Porquê |
|---|---|---|
| Seccionamento e espessura das madeixas | Sim | Determinam o resultado e a repetibilidade |
| Altura de arranque dos clareamentos | Sim | Define o arranque e o crescimento |
| Plano alternativo | Sim | Evita decisões sob pressão |
| Descrição estética do efeito | Não | Não orienta nenhuma ação técnica |
O que escrever
Seccionamento e espessura
Determinam resultado e repetibilidade.
Altura de arranque
Define o arranque e o crescimento.
Plano alternativo
Onde parar se a base não subir.
Atualize no fim do serviço
Com o que foi mesmo feito.
Como usá-lo
- Preencha-o durante a consultoria, não depois do serviço.
- Dê-o a ler a uma colega que não esteve presente: se tiver perguntas, deve ser corrigido.
- Atualize no fim do serviço com o que foi mesmo feito.
A atualização no fim do serviço é o passo que torna o documento útil na visita seguinte. Um protocolo que descreve apenas o plano, sem registar como a base respondeu, obriga a refazer a avaliação técnica de cada vez.
O teste da colega é também a forma mais rápida de calibrar o nível de detalhe. Se não tiver perguntas o documento está completo; se tiver três, são exatamente os três campos a acrescentar ao modelo, que assim melhora com o uso.
Quando a consultoria se torna o verdadeiro gargalo
Saloria vincula o protocolo à consulta, para que a equipe veja por que uma direção foi escolhida e não apenas o que precisa ser feito. O produto funciona em um tablet próximo ao cliente: análise facial, plano de look e protocolo técnico.
Perguntas frequentes
Qual deve ser a extensão?
Uma página. Deve conter seccionamento, altura de arranque, produto e tempos, matização e plano alternativo: o resto não orienta nenhuma ação.
Quem o escreve?
Quem conduz a consultoria, com a cliente sentada. Deve depois ser atualizado no fim do serviço com o que foi mesmo executado.
Como se verifica se funciona?
Dando-o a ler a uma colega que não esteve presente: se conseguir executar sem perguntar nada, o protocolo está completo.