Nenhum hábito, nenhuma fidelidade
Quem entra num salão acabado de abrir não tem motivos para voltar: não tem história com aquele sítio, não conhece ninguém, e está a comparar com o salão de onde vem. A primeira visita é, portanto, a única ocasião de construir alguma coisa, e deve ser tratada como tal.
O que melhor funciona é dar um motivo concreto e verificável: um plano escrito, uma data para o passo seguinte, uma explicação do que manter e como. São elementos que ficam depois da visita e que uma pessoa pode contar a outra numa frase.
O desconto na primeira visita não constrói nada: atrai pessoas que vão comparar o preço cheio da segunda visita com o promocional da primeira, numa posição pior do que a de partida.
As alavancas nos primeiros meses de um salão novo
O gráfico é qualitativo e indica quanto cada alavanca pesa no regresso dos primeiros clientes.
Primeira e segunda visita
A tabela indica o que deve acontecer em cada uma das duas primeiras visitas para que a relação se consolide.
| Visita | Objetivo | Erro a evitar |
|---|---|---|
| Primeira | Dar um motivo verificável para voltar | Executar bem e não deixar nada |
| Primeira, fecho | Marcar a data seguinte | Despedir-se com um genérico «até breve» |
| Segunda | Retomar de onde se tinha ficado | Recomeçar com as mesmas perguntas |
| Segunda, fecho | Propor o passo seguinte do percurso | Tratá-la como uma visita isolada |
Como construir o regresso
Feche com um plano
Cada primeira visita deixa algo escrito.
Marque a data
Antes de a cliente sair.
Retome na segunda
A partir do ponto em que ficaram.
Meça os regressos
Percentagem de clientes que voltam, não entradas.
Nos primeiros meses
- Cada primeira visita fecha com um plano e uma data.
- Na segunda, retome explicitamente o que foi decidido na primeira.
- Meça quantas pessoas voltam, não quantas entram.
Retomar na segunda visita o que tinha sido decidido na primeira é o gesto que produz mais efeito e custa menos. Comunica que o salão se lembra, e para uma pessoa que está a avaliar se muda de hábitos é exatamente o sinal que procurava.
O indicador a seguir nos primeiros meses é a percentagem de regresso dos clientes das primeiras semanas. É mais útil do que a contagem de entradas e sinaliza a tempo se o problema é de captação ou de primeira visita.
O serviço a incluir no novo salão
Saloria entra no projeto de abertura como ferramenta de consultoria e não de gestão. O novo salão pode utilizá-lo para orientar a primeira visita, analisar o rosto, construir o plano do look e gerar um protocolo útil à equipe. Dessa forma a tecnologia não é um acessório: ela passa a fazer parte do posicionamento profissional e das vendas.
Consultar antes de decidir
Estas fontes são pontos de partida confiáveis para verificar requisitos, práticas e ferramentas. Para decisões operacionais são sempre necessárias verificações do Município, Região, contabilista e consultores técnicos.
- Lei 174/2005 sobre atividades de cabeleireiro
- Câmara de Comércio de Turim: requisitos e gerente técnico de cabeleireiro
- Registro Empresarial: Comunicação Corporativa Única
- Cadastro Empresarial / Negócio em um dia: conexão SUAP e Cadastro Empresarial
- Agência Fiscal: Formulários eletrónicos AA7/AA9 para iniciar atividades de IVA
- INIAL: perfil de risco dos cabeleireiros e código 96.02.01
- Garantidor de Privacidade: informações sobre videovigilância
- Google: diretrizes para empresas locais no Perfil da Empresa
- Immobiliare.it: busca de lojas e estabelecimentos comerciais para alugar
- idealista: aluguer de lojas, armazéns e espaços comerciais
Perguntas frequentes
O desconto na primeira visita funciona?
Atrai pessoas que vão comparar o preço cheio da segunda com o reduzido da primeira: torna o regresso mais difícil.
O que deve acontecer na primeira visita?
A cliente deve sair com um plano escrito e uma data para o passo seguinte: algo verificável e que se possa contar.
Que indicador seguir?
A percentagem de clientes das primeiras semanas que volta pelo menos uma segunda vez, não o número de entradas.