Mostrar o percurso, não só o resultado
A dificuldade recorrente de um estúdio de cor é fazer perceber que a imagem trazida exige várias sessões. Por palavras é um recuo; mostrada como progressão — onde se chega hoje, onde na segunda etapa — torna-se um percurso que a cliente pode escolher.
A segunda utilização diz respeito à documentação técnica. Em percursos elaborados a ficha com base observada, fórmulas, tempos e reação do cabelo é o que permite retomar exatamente de onde se tinha chegado, mesmo semanas depois e com uma colega diferente.
As condições de captura contam mais do que noutros sítios: num estúdio onde a cor se trabalha diariamente, um ponto de captura estável com luz controlada e fundo neutro faz a diferença entre fotografias comparáveis e imagens a descartar.
Onde a ferramenta pesa mais
O gráfico é qualitativo e indica quanto cada utilização contribui para o sucesso de um percurso complexo.
Como usá-lo no estúdio
Monte o ponto de captura
Fundo neutro, luz de dois lados, distância fixa.
Fotografe a base
Antes de qualquer intervenção.
Mostre a progressão
Primeira etapa e resultado final lado a lado.
Registe a reação
Como a base respondeu, não só a fórmula.
No estúdio
- Ponha sempre por escrito duas etapas, não só o resultado final.
- Monte um ponto de captura estável: luz e fundo controlados.
- Registe a reação do cabelo, não só a fórmula.
Registar como a base respondeu é a informação que torna a ficha valiosa na sessão seguinte: a fórmula por si só não diz se aquele cabelo subiu como previsto, e sem esse dado parte-se de uma estimativa.
O ponto de captura fixo compensa a meia hora que leva a montar: torna as imagens comparáveis ao longo do tempo, que é exatamente o que é preciso para mostrar a uma cliente a progressão do seu percurso entre uma sessão e outra.
Da conversa à consultoria guiada
A Saloria leva a consultoria guiada também para studios de cor e balayage: análise facial, plano do look e protocolo ajudam a explicar cor, luz, contraste e manutenção antes da técnica.